Tozé Pinto, Juiz da Confraria do Imaculado Coração de Maria e Santa Quitéria apresentou a renúncia ao cargo.
Recorde-se que Tozé Pinto tinha assumido o cargo em maio após a renúncia do então Juiz José Carlos Barbosa alegando motivos pessoais. A renúncia vai levar a que tenha de ser eleita uma nova Mesa Administrativa, até porque houve mais demissões.
A decisão de deixar o cargo máximo na Confraria está relacionada com divergências sobre a forma como estava a ser gerida a instituição.
“Infelizmente, nos últimos tempos, começaram a surgir situações com as quais não me podia identificar. Decisões tomadas sem o meu conhecimento ou sem qualquer consulta, divergências profundas na forma de gerir a instituição e, sobretudo, atitudes que considero incompatíveis com o respeito, a lealdade e a transparência que devem existir entre aqueles que partilham responsabilidades”, referiu o Juiz demissionário.
“Não foi uma decisão fácil. Depois de mais de 30 anos de ligação ao Santuário, custa muito afastarmo-nos de algo a que dedicámos tanto de nós. Mas há momentos em que a dignidade pessoal e a coerência com aquilo em que acreditamos têm de prevalecer”
Tozé Pinto diz estar de “consciência absolutamente tranquila” porque, afirma, deu o melhor de si ao longo de mais de três dezenas de anos.
“Tenho a certeza de que dei o melhor de mim, muitas vezes para além daquilo que seria exigível. Nunca procurei protagonismo, reconhecimento ou qualquer benefício pessoal. O meu único propósito foi sempre servir Santa Quitéria e contribuir para que o seu Santuário ocupasse o lugar que merece”, rematou.
Entretanto, foi convocada uma Assembleia Geral Extraordinária Eleitoral para o próximo dia 02 de dezembro, com início às 20h30, no Centro Pastoral João Paulo II.


